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Criança pode ter colesterol alto?

17 de set.
2 min de leitura

Quando se fala em colesterol alto, é comum pensar imediatamente em adultos, alimentação inadequada ou sedentarismo. Mas uma informação costuma surpreender muitas famílias: crianças também podem apresentar alterações nos níveis de colesterol.


E nem sempre isso acontece porque a criança “come mal” ou está acima do peso.


Por isso, conhecer os fatores envolvidos e saber quando investigar faz parte dos cuidados com a saúde desde a infância.


O que é o colesterol?


O colesterol é uma substância necessária para o funcionamento do organismo. Ele participa, por exemplo, da formação das membranas das células e da produção de alguns hormônios.


O problema acontece quando determinadas frações do colesterol estão em níveis inadequados, especialmente o LDL, popularmente conhecido como “colesterol ruim”.


Na infância, essas alterações também merecem acompanhamento porque podem persistir ao longo da vida.


Uma criança magra pode ter colesterol alto?


Sim.


O peso corporal, sozinho, não permite saber como estão os níveis de colesterol de uma criança.


Embora excesso de peso, alimentação inadequada e sedentarismo possam contribuir para alterações do perfil lipídico, fatores genéticos também têm um papel importante.


Um exemplo é a hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que pode provocar níveis elevados de LDL desde a infância.


Por isso, uma criança aparentemente saudável e com peso adequado também pode apresentar colesterol elevado.


O histórico da família importa.


Casos de colesterol muito elevado ou de doença cardiovascular precoce na família podem chamar a atenção para um risco aumentado.


Quando pais, irmãos ou outros familiares próximos apresentam determinadas alterações, essa informação deve ser compartilhada com o pediatra.


Conhecer o histórico familiar ajuda a decidir quando uma investigação mais direcionada pode ser necessária.


Toda criança precisa fazer exame de colesterol?


A avaliação do colesterol na infância não depende apenas da presença de sintomas até porque alterações do colesterol geralmente não provocam sinais perceptíveis.


Existem recomendações de rastreamento em determinadas faixas etárias e situações em que a avaliação pode ser antecipada, especialmente quando há fatores de risco ou histórico familiar relevante.


O pediatra pode avaliar o momento adequado para solicitar o perfil lipídico de acordo com a idade e o histórico da criança.


E se o colesterol estiver alto?


Um resultado alterado precisa ser interpretado dentro do contexto de cada criança.


Dependendo da situação, pode ser necessário confirmar os níveis, avaliar hábitos alimentares, atividade física, histórico familiar e investigar outras condições que possam contribuir para a alteração.


O tratamento também é individualizado. Mudanças na alimentação e no estilo de vida são importantes em muitos casos, mas algumas crianças, especialmente aquelas com determinadas alterações genéticas, podem precisar de acompanhamento e tratamento específicos.


Prevenção cardiovascular também começa na infância


Cuidar da alimentação, incentivar brincadeiras e atividades físicas, reduzir o sedentarismo e acompanhar regularmente o crescimento são hábitos importantes para a saúde da criança como um todo.


E quando existe uma alteração do colesterol, identificá-la precocemente permite que a família receba orientação adequada e que a criança seja acompanhada ao longo do crescimento.


Você sabe como está a saúde cardiovascular do seu filho?


Na Encanto Pediatria, cada fase do desenvolvimento é acompanhada de forma integral, considerando também os fatores de risco e o histórico familiar. Agende uma consulta para manter o acompanhamento pediátrico em dia.

 
 
 

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